Vivemos o ‘novo normal’, onde o EaD e a cultura digital permeiam as relações. Estudar fora, na modalidade a distância, é mais fácil que o presencial?

Nos últimos meses o mundo inteiro passou por uma reviravolta em sua rotina. O nosso normal de vida virou de cabeça para baixo em questão de dias, tudo isso impulsionado pela pandemia da COVID – 19. Em questão de dias, governos e ministérios de saúde estavam adotando a quarenta e até mesmo lockdown de mercados e cidades, como medida de controle para a curva do contágio. Neste cenário universidades, escolas, empresas, etc. que não se encontravam inseridos na era digital e da educação remota, tiveram que se adequar.

fonte: Unsplash.com

Certamente, você que trabalha no administrativo de uma empresa ou que cursa graduação ou especialização já deu de cara com esse modelo, certo? 

Segundo as principais autoridades sanitárias do mundo, esse chamado “novo normal” vai perdurar por mais tempo e, pensando nisso, muitas escolas começaram a ofertar seus programas de especialização através do modelo remoto. Será que isso tornou mais fácil ser aprovado para esses programas? Será que o número de candidatos aumenta, visto que não existe a limitação física da sala de aula? E isso que responderemos a seguir.

Cursos remotos vs o modelo presencial. Qual é mais fácil?

O curso EaD, na maioria dos países, passa pela mesma certificação e rigor avaliativo dos cursos presenciais junto ao que se equivale ao ministério de educação. Esse órgão é quem vai regulamentar a carga horária, a ementa do curso, a titulação dos professores atuantes no núcleo de EaD, a quantidade de tutores, a qualidade do material didático ofertado, a validação das mídias ofertadas (vídeo aula, e-book, apostila, one pages etc.), e a partir disto determinará a quantidade de vagas ofertadas por semestre pela instituição.

Então veja, que a crendice do “vou fazer uma especialização online no exterior por ser mais fácil”, por si só cai por terra. Horas de aulas ao vivo (síncronas) e atividades a serem realizadas e entregues na plataforma (assíncrono) pelo aluno são determinadas nesta validação, como forma de assegurar a equivalência do nível de qualidade do curso à distância ao padrão do modelo presencial.

No caso das Universidades, que por conta da pandemia estão ofertando seus programas na modalidade remota, temos o mesmo conteúdo existente na modalidade presencial, só que neste cenário se faz uso das edutechs e mídias digitais para os encontros com os alunos. Na prática, estamos falando do mesmo programa de especialização já existente, ofertado em critério de exceção à distância.

E o acesso aos programas de especialização se tornam mais simples?

 Na verdade, não. Na prática as Universidades adequarão as exigências da aplicação presencial para a modalidade 100% online. Neste sentido a entrevista poderá ser realizada por vídeo conferência, as notas de proficiência e de GRE e GMAT, quando exigidas pelo curso, serão cobradas da mesma forma, e a documentação poderá ser repassada por digitalização à instituição.

Neste momento, em tese, o processo em si continua o mesmo. Então não se iluda, não existe facilidade de aprovação nos applications para esses programas pelo simples fato deles ocorrem na modalidade à distância; todavia, temos uma maior facilidade para o candidato que poderá da sua casa seguir com todo esse processo, sem necessariamente se deslocar até o campus.

O número de candidatos que podem ser aprovados aumenta?

 Não. E aqui temos três limitadores, vamos ver quais são:

O primeiro deles compreende a quantidade de vagas que foram validadas pelo equivalente ao ministério da educação no país escolhido pelo candidato. Neste sentido, a instituição terá que seguir com o número fechado de candidatos conforme a portaria de aprovação do curso;

O segundo aspecto está relacionado à abordagem andrológica-pedagógica, no sentido que se recomenda um número determinado de alunos com base na estrutura de composição do corpo docente (professores e tutores), de forma que eles consigam dar todo o suporte e realizar todas as verificações de acompanhamento no LMS (Learning Management System), garantindo assim a qualidade do aprendizado dos alunos;

E por fim, o terceiro limitador está relacionado ao modelo de curso versus espaçamento digital para armazenamento. Quando desenvolvemos uma plataforma de ensino ela deve ser hospedada em um servidor, que assim como seu celular tem um limite de espaçamento de dados. Quanto maior o número de alunos mais dados serão ocupados nesse servidor, e com o tempo a instituição precisará investir em uma nova estrutura de servidor com maior espaçamento digital.

Outro aspecto importante é que as metodologias e recursos usados no curso impactam nesta tomada de decisão, por exemplo: se for um curso automatizado, sabe aqueles que você estuda sozinho como na coursera, Edex etc.?  Então, para eles podem ser criadas turmas maiores, pois o ritmo do aprendizado depende do aluno; agora quando falamos de cursos com aulas ao vivo, tem que se analisar quantos alunos a plataforma de stream comporta versus a atenção que o professor consegue dar a todos os estudantes e a todas as perguntas em fórum/chat.

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Neste sentido, o EaD não é tão simples de ser pensado e para migrar uma aula para o modelo a distância tem que se pensar em toda uma reestruturação de conteúdo, uma vez que a aprendizagem, a relação professor – aluno, conteúdo e atividade são realizadas em outro formato, onde os dados geralmente ficam armazenados na plataforma de ensino (LMS); E como vimos, o número de alunos continua o mesmo aprovado na portaria do curso.

Vamos ficando por aqui, e não deixe de acompanhe as postagens do nosso blog, pois falaremos de temas relacionadas a esse “novo normal” na vida de escolas, universidade e empresas. . E fiquem ligados no blog da Top Admissions, nossa parceira em consultoria de applications.

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Palavras chave: EaD; Covid-19; Novo Normal; Aulas remotas; Número de alunos; Applications; Exames.

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  • LMS – Sistema de Estratégia de Aprendizagem (Plataforma de Ensino).
  • Coursera/ EDEX – Plataformas EaD de cursos online, massivos e livres.
  • EaD – Educação a Distância.
  • Stream – Transmissão ao vivo.
  • Assíncrono – Atividades e cursos realizados sem a necessidade de estar ao vivo com tutor, professor e turma.
  • Síncrono – Atividade ou curso realizado ao vivo.
  • Edutechs – Tecnologias a educação.

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