Vivemos o ‘novo normal’, onde o EaD e a cultura digital permeiam as relações. Estudar fora, na modalidade a distância, é mais fácil que o presencial?

Nos últimos meses o mundo inteiro passou por uma reviravolta em sua rotina. O nosso normal de vida virou de cabeça para baixo em questão de dias, tudo isso impulsionado pela pandemia da COVID – 19. Em questão de dias, governos e ministérios de saúde estavam adotando a quarenta e até mesmo lockdown de mercados e cidades, como medida de controle para a curva do contágio. Neste cenário universidades, escolas, empresas, etc. que não se encontravam inseridos na era digital e da educação remota, tiveram que se adequar.

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Certamente, você que trabalha no administrativo de uma empresa ou que cursa graduação ou especialização já deu de cara com esse modelo, certo? 

Segundo as principais autoridades sanitárias do mundo, esse chamado “novo normal” vai perdurar por mais tempo e, pensando nisso, muitas escolas começaram a ofertar seus programas de especialização através do modelo remoto. Será que isso tornou mais fácil ser aprovado para esses programas? Será que o número de candidatos aumenta, visto que não existe a limitação física da sala de aula? E isso que responderemos a seguir.

Cursos remotos vs o modelo presencial. Qual é mais fácil?

O curso EaD, na maioria dos países, passa pela mesma certificação e rigor avaliativo dos cursos presenciais junto ao que se equivale ao ministério de educação. Esse órgão é quem vai regulamentar a carga horária, a ementa do curso, a titulação dos professores atuantes no núcleo de EaD, a quantidade de tutores, a qualidade do material didático ofertado, a validação das mídias ofertadas (vídeo aula, e-book, apostila, one pages etc.), e a partir disto determinará a quantidade de vagas ofertadas por semestre pela instituição.

Então veja, que a crendice do “vou fazer uma especialização online no exterior por ser mais fácil”, por si só cai por terra. Horas de aulas ao vivo (síncronas) e atividades a serem realizadas e entregues na plataforma (assíncrono) pelo aluno são determinadas nesta validação, como forma de assegurar a equivalência do nível de qualidade do curso à distância ao padrão do modelo presencial.

No caso das Universidades, que por conta da pandemia estão ofertando seus programas na modalidade remota, temos o mesmo conteúdo existente na modalidade presencial, só que neste cenário se faz uso das edutechs e mídias digitais para os encontros com os alunos. Na prática, estamos falando do mesmo programa de especialização já existente, ofertado em critério de exceção à distância.

E o acesso aos programas de especialização se tornam mais simples?

 Na verdade, não. Na prática as Universidades adequarão as exigências da aplicação presencial para a modalidade 100% online. Neste sentido a entrevista poderá ser realizada por vídeo conferência, as notas de proficiência e de GRE e GMAT, quando exigidas pelo curso, serão cobradas da mesma forma, e a documentação poderá ser repassada por digitalização à instituição.

Neste momento, em tese, o processo em si continua o mesmo. Então não se iluda, não existe facilidade de aprovação nos applications para esses programas pelo simples fato deles ocorrem na modalidade à distância; todavia, temos uma maior facilidade para o candidato que poderá da sua casa seguir com todo esse processo, sem necessariamente se deslocar até o campus.

O número de candidatos que podem ser aprovados aumenta?

 Não. E aqui temos três limitadores, vamos ver quais são:

O primeiro deles compreende a quantidade de vagas que foram validadas pelo equivalente ao ministério da educação no país escolhido pelo candidato. Neste sentido, a instituição terá que seguir com o número fechado de candidatos conforme a portaria de aprovação do curso;

O segundo aspecto está relacionado à abordagem andrológica-pedagógica, no sentido que se recomenda um número determinado de alunos com base na estrutura de composição do corpo docente (professores e tutores), de forma que eles consigam dar todo o suporte e realizar todas as verificações de acompanhamento no LMS (Learning Management System), garantindo assim a qualidade do aprendizado dos alunos;

E por fim, o terceiro limitador está relacionado ao modelo de curso versus espaçamento digital para armazenamento. Quando desenvolvemos uma plataforma de ensino ela deve ser hospedada em um servidor, que assim como seu celular tem um limite de espaçamento de dados. Quanto maior o número de alunos mais dados serão ocupados nesse servidor, e com o tempo a instituição precisará investir em uma nova estrutura de servidor com maior espaçamento digital.

Outro aspecto importante é que as metodologias e recursos usados no curso impactam nesta tomada de decisão, por exemplo: se for um curso automatizado, sabe aqueles que você estuda sozinho como na coursera, Edex etc.?  Então, para eles podem ser criadas turmas maiores, pois o ritmo do aprendizado depende do aluno; agora quando falamos de cursos com aulas ao vivo, tem que se analisar quantos alunos a plataforma de stream comporta versus a atenção que o professor consegue dar a todos os estudantes e a todas as perguntas em fórum/chat.

Fonte: unsplash.com

Neste sentido, o EaD não é tão simples de ser pensado e para migrar uma aula para o modelo a distância tem que se pensar em toda uma reestruturação de conteúdo, uma vez que a aprendizagem, a relação professor – aluno, conteúdo e atividade são realizadas em outro formato, onde os dados geralmente ficam armazenados na plataforma de ensino (LMS); E como vimos, o número de alunos continua o mesmo aprovado na portaria do curso.

Vamos ficando por aqui, e não deixe de acompanhe as postagens do nosso blog, pois falaremos de temas relacionadas a esse “novo normal” na vida de escolas, universidade e empresas. . E fiquem ligados no blog da Top Admissions, nossa parceira em consultoria de applications.

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Palavras chave: EaD; Covid-19; Novo Normal; Aulas remotas; Número de alunos; Applications; Exames.

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  • LMS – Sistema de Estratégia de Aprendizagem (Plataforma de Ensino).
  • Coursera/ EDEX – Plataformas EaD de cursos online, massivos e livres.
  • EaD – Educação a Distância.
  • Stream – Transmissão ao vivo.
  • Assíncrono – Atividades e cursos realizados sem a necessidade de estar ao vivo com tutor, professor e turma.
  • Síncrono – Atividade ou curso realizado ao vivo.
  • Edutechs – Tecnologias a educação.

5 Dicas de ferramentas gratuitas para transmissão de conteúdo online

O cenário de pandemia causada pelo Covid-19 tem feito governos e prefeituras optarem pelo cancelamento de eventos com público, como medida de combate a proliferação da doença. Ontem, 14/03, o Governo do Estado de São Paulo juntamente com a Prefeitura de São Paulo anunciou a suspensão das aulas na rede de educação pública. As escolas ficarão abertas na semana do dia 16 a 20/03 como medida de orientação aos alunos e pais.

Pensando nisso, e sem saber o tempo em que essas medidas ficarão em vigor, separamos algumas dicas de ferramentas gratuitas que possibilitarão o uso das tecnologias para transmissão das aulas online para os estudantes. 

Se sua escola, universidade, curso ou empresa não aderiu a cultura do EaD, as dicas apresentadas nesse post ajudarão a mudar esse cenário.

Dica número #1 – Uso das ferramentas da Google para transmissão ao vivo das aulas e conteúdos

Todas as atividades desenvolvidas pelos professores em sala de aula podem facilmente ser realizadas com a adoção dessas ferramentas e boas práticas.

A primeira delas é o Hangout Meet, que permite o uso de bate-papo e transmissão ao vivo de conteúdo. Na prática o  professor pode ministrar seu conteúdo como se estivesse na sala de aula, à medida que os alunos acompanham tudo em tempo real. (A Google tornou a ferramenta totalmente gratuita por causa do Covid-19).

A segunda ferramenta da Google que vamos indicar é o Youtube. Assim como o Haugout, ele permite a abertura de bate-papo, transmissão ao vivo, armazenamento do vídeo pós transmissões e o uso do streaming de conteúdo com redes sociais como Facebook e Instagram.

Dica número #2 – Uso das ferramentas da Microsoft para transmissão de aulas ao vivo

A primeira ferramenta que apresentaremos é o nosso velho conhecido Skype. Ele permite ao professor a criação grupos (salas) para a realização de uma vídeo conferência ao vivo. E através do chat os alunos podem interagir diretamente com o professor, tudo isso em tempo real, aliado ao uso do OneDrive permitirá a troca facilitada de arquivos entre os discentes e o docente.

A segunda ferramenta é a Microsoft Teams que faz parte do pacote office 365, vale lembrar que a empresa tem parceria com o Estado de São Paulo e Prefeitura e com isso os professores e alunos têm acesso gratuito ao pacote student do office 365. Nela, assim como no Skype, o professor criará uma turma com os participantes e iniciará a transmissão ao vivo e os alunos também poderão interagir em tempo real.

Dica número #3 – Uso do Zoom para transmissão de Aulas e Webinários ao vivo

o Zoom, que é da empresa de mesmo nome, possibilita a transmissão de vídeo ao vivo para até 100 participantes na versão gratuita em aulas de até 40 minutos. Sua vantagem está relacionada a criação de grupos no chat. Por exemplo: imagine que o professor quer usar uma atividade em estilo debate e dividir a turma em dois grupos, um favorável ao tema proposto e outro contrário. Os alunos poderão traçar estratégia nesses grupos individuais (disponíveis apenas aos participantes adicionados neles) e fazer a contraposição no Chat público com a intermediação do professor.

Dica número #4 – Google Class para o gerenciamento dos objetos de aprendizagem digitais

Sim! Se você é uma instituição de ensino ou professor da rede pública, certamente terá acesso a essas ferramentas Google for Education, se não for terá acesso padrão ao Google Sala. Na prática é uma plataforma online para a gestão de conteúdos disponibilizados aos usuários com conta Google.  Através dela, o professor disponibilizará link de vídeos (ao vivo ou gravados), link para podcasts, organizará turmas, atividades, documentos, quizzes, pesquisas surveys e muito mais! Fazendo da aula online um ambiente de aprendizagem ativo e prazeroso.

Curiosidade: Essa ferramenta foi criada em parceria com professores e permite que você tenha em tempo real os resultados e notas dos seus alunos.

Ao adotar essa ferramenta, professores e alunos podem trocar conteúdos, arquivos e muito mais em tempo real. Imagine as possibilidades de fazer educação com uma sala de aula virtual para cada turma de alunos? Por isso que ela é nossa preferida.

Dica número #5 – Armazenamento e compartilhamento de arquivos online

A primeira ferramenta é o Google Drive, que compreende a uma nuvem para armazenamento de arquivos em que o professor poderá criar subpastas/pastas e compartilhar os conteúdos com as turmas. Da mesma forma os alunos poderão disponibilizar arquivos de suas atividades realizadas para a consulta e avaliação do professor.

A segunda ferramenta é o OneDrive, ela pertence à Microsoft e funciona de forma bem semelhante ao Google Drive, basicamente é utilizada para armazenamento e trocas de arquivos e formulários na nuvem.

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Prometemos falar sobre as atividades que os professores podem e devem utilizar na modalidade online, ceto? Vamos ver quais são.

#1 Vídeos gravados

O professor pode gravar vídeos a partir de seu celular/computador, fazer a edição com apps gratuitos, em seguida disponibilizá-los para os alunos como conteúdo complementar as aulas que foram ministradas. Esse recurso também poderá ser solicitado aos alunos como forma de avaliar aprendizado ou como recurso à apresentação de seminários.

#2 Podcast

O professor pode gravar de seu comutador ou celular pequenas pílulas de áudio para reforço de aprendizagem ou transmissão de conhecimento aos alunos. Também é possível solicitar que os alunos compartilhem o mesmo formato de conteúdo para avaliar o aprendizado.

#3 Atividades de múltipla escolha e testes

O professor poderá criar atividades de múltipla escolha como medida de acompanhamento dos alunos, tendo um resultado individualizado pára atiar de forma consultiva sob o aprendizado, assim como realizar atividades de teste (provas) e documentar esse resultado ao preencher as notas no diário ou no sistema da secretaria de educação.

#4 OneDrive e Google Drive

 O professor poderá usar/criar pastas do OneDrive/Google Drive destinada à turma para que os alunos enviem fotos, digitalização e prints das atividades que estão desenvolvendo em casa, inclusive fotos do caderno. Essa é uma forma eficiente de acompanhar de perto o desenvolvimento dos alunos.

# 5 Mural – Google Class

O mural da Google Class também pode ser utilizado como um fórum, permitindo que os alunos interajam entre si e com o professor.

# 6 Google forms e ferramentas de formulário da Microsoft no Office 365.

Essas fermentas permitirão ao professor criar diferentes tipos de formulários diversificando os modelos de atividade e a interação com os alunos. Uma dica bacana é usar um dos formulários para fazer pesquisas de satisfação e qualidade.

Viu quanta coisa bacana dá para fazer de graça usando as ferramentas de educação online gratuitas? E o mais vantajoso é que todas essas ferramentas são compatíveis com dispositivos móveis.

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E de bônus, compartilharemos com vocês o link com uma lista de editores de vídeos gratuitos para celulares e computadores juntamente com a indicação de três bancos de imagens gratuitos.

Apps de edição de vídeo para Smartphone:

Apps de edição de vídeo para computador:

Três bancos de imagem gratuitos.

Seguindo a Filosofia da Lógos, nas próximas semanas disponibilizaremos um curso livre e gratuito, através do Google Class, ensinando a usar essa ferramenta da Google e a produzir objetos digitais com celular, computador e PPT.

Sigam-nos nas redes para acompanhar o lançamento desse curso. Até breve!